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Por Que o Brasil Não Está Classificado para as Olimpíadas de Paris 2024

Desempenho em Campo e Problemas Estruturais Fora Dele São os Principais Vilões

Publicada em 21/07/24 às 14:19h - 44 visualizações

por Rádio Studio Mix Esportes


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 (Foto: CBF / Imagens Divulgação)

A Seleção Brasileira de futebol masculino não participará da Olimpíada de Paris 2024, uma dura realidade que desnuda as falhas profundas do nosso futebol olímpico. A eliminação no Torneio Pré-Olímpico, realizada em fevereiro de 2024 na Venezuela, foi o golpe final, mas os problemas são muito mais profundos e complexos.

Falhas no Torneio Pré-Olímpico

O Torneio Pré-Olímpico envolveu duas fases principais. Na primeira, dez equipes sul-americanas foram divididas em dois grupos de cinco. As melhores seleções de cada grupo avançaram para um quadrangular final, disputado em turno único, onde as duas melhores equipes se classificaram para os Jogos.

O Brasil não conseguiu uma das duas vagas disponíveis após perder para a Argentina por 1 a 0. Além dos argentinos, o Paraguai também se classificou para a Olimpíada, ocupando a segunda vaga disponível para os sul-americanos. Essa é a primeira vez em 20 anos que a Seleção masculina não consegue se classificar para as Olimpíadas — a última foi em 2004, em Atenas, quando a equipe não conseguiu se classificar após ser eliminada também no torneio pré-olímpico da CONMEBOL, após perder por 3 a 1 contra a Argentina. Desde então, o Brasil participou das edições seguintes, conquistando a medalha de bronze em 2008 (Pequim), a medalha de prata em 2012 (Londres) e as medalhas de ouro em 2016 (Rio de Janeiro) e em 2021 (Tóquio).

A eliminação já era prenunciada pelo desempenho fraco no Campeonato Mundial Sub-20, onde o Brasil também não teve uma atuação convincente. A escolha do técnico também foi questionável, com decisões táticas e de convocação que deixaram a desejar. No Pré-Olímpico, o futebol apresentado foi abaixo do esperado, com a equipe demonstrando falta de coesão e criatividade em campo, problemas que vinham sendo apontados há algum tempo.

Histórico de Não Participações

  1. 1908 (Londres)
  2. 1920 (Antuérpia)
  3. 1924 (Paris)
  4. 1928 (Amsterdã)
  5. 1932 (Los Angeles)
  6. 1948 (Londres)
  7. 1956 (Melbourne)
  8. 1960 (Roma)
  9. 1964 (Tóquio)
  10. 1972 (Munique)
  11. 1980 (Moscou)
  12. 1984 (Los Angeles)
  13. 1992 (Barcelona)
  14. 2004 (Atenas)
  15. 2024 (Paris)

Falta de Gestão e Planejamento

A administração do futebol brasileiro tem sido um problema crônico. Escândalos de corrupção envolvendo dirigentes esportivos minaram a credibilidade e a eficácia da gestão. Sem um planejamento a longo prazo, o desenvolvimento de talentos e a construção de uma estrutura sólida ficam comprometidos.

Infraestrutura e Investimento na Base

A falta de instalações adequadas é uma barreira significativa. Muitos clubes brasileiros não possuem centros de treinamento apropriados, o que limita o desenvolvimento dos jogadores jovens. Além disso, a falta de investimento na base é alarmante. Sem recursos direcionados para as categorias de base, o surgimento de novos talentos fica restrito.

Exportação Precoce de Talentos

A desigualdade econômica entre os clubes brasileiros e os estrangeiros resulta na exportação precoce de jogadores. Jovens promessas são vendidas antes de amadurecerem, enfraquecendo as equipes locais e prejudicando o desenvolvimento técnico e tático dos atletas.

Políticas Públicas e Continuidade de Programas

A ausência de políticas públicas eficazes para fomentar o esporte nas escolas e comunidades também é um fator crítico. Além disso, muitos programas de desenvolvimento são interrompidos por mudanças de gestão ou falta de financiamento, criando um ciclo de descontinuidade que afeta diretamente o crescimento do futebol olímpico.

Cultura e Educação

A cultura do futebol brasileiro muitas vezes prioriza o sucesso profissional imediato em detrimento do desenvolvimento a longo prazo. A falta de programas educacionais integrados ao esporte limita o crescimento global dos jovens atletas, prejudicando não apenas suas carreiras, mas também a qualidade do futebol brasileiro como um todo.

Conclusão

Enquanto a equipe masculina ficará de fora, a Seleção Brasileira de futebol feminino garantiu sua vaga para Paris 2024, após vencer a Copa América de 2022. Este contraste acentua a necessidade urgente de uma revisão profunda e de um planejamento estratégico para a reestruturação do futebol masculino. Se quisermos voltar a ser uma potência olímpica, é imperativo que enfrentemos de frente esses problemas e implementemos mudanças estruturais que garantam um futuro promissor para o futebol brasileiro.

Robert Abel

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