Por Paulo Vantuil Chagas
Nosso amor pelo Grêmio transcende os gramados e invade a alma. É esse amor que nos faz sofrer, questionar e exigir mais. A atual situação do clube, no entanto, é insustentável. E não se trata de um ataque pessoal a JP Galvão, que, diga-se de passagem, tornou-se alvo da torcida tricolor sem merecer tal foco. A questão é mais profunda e atinge o cerne da gestão, das escolhas técnicas e da direção omissa que tem nos levado a um caminho perigoso.
Renato e Suas Decisões Inexplicáveis
A figura de Renato Portaluppi, ídolo eterno, tem sido manchada por suas decisões estranhas e frequentemente punitivas para o clube e a equipe. A insistência em esquemas e escalações duvidosas, a rotatividade excessiva e a falta de um padrão tático coerente são evidentes. Como pode um grupo, que é superior a pelo menos 12 equipes do Brasileirão, não apresentar um mínimo de consistência em campo?
A falta de opções suficientes e eficientes do meio para frente é gritante. Nathan Fernandes e Gustavo Nunes, com o potencial que têm, deveriam ser titulares indiscutíveis. No entanto, são acionados apenas em momentos críticos, quando a situação já está complicando. É inadmissível que tenhamos talentos sendo subutilizados em uma fase tão delicada.
A Direção: Omissão e Incompetência
A diretoria do Grêmio, por sua vez, tem se mostrado omissa e incompetente. Estamos em junho, e o grupo ainda não está completo, faltam alternativas robustas para diversas posições. A direção falha não só nas grandes decisões, mas também no dia a dia, minando as chances de sucesso do time com uma gestão amadora.
O cúmulo dessa postura foi a venda do mando de campo por apenas 1 milhão de reais. Em um momento em que a presença da torcida poderia ser um diferencial, abrir mão desse fator por um valor tão irrisório é um erro estratégico enorme. Essa decisão reflete uma gestão que erra tanto no varejo quanto no atacado, prejudicando o time em momentos cruciais.
O Caso Cuiabano
Além disso, não podemos esquecer a recente venda do jovem promissor Cuiabano, negociado por um valor irrisório considerando seu potencial técnico e juventude. Era evidente que ele traria grandes retornos ao clube, mas a diretoria optou por uma venda precoce. E, como esperado, a "lei do ex" não demorou a se manifestar, com Cuiabano já brilhando e fazendo a diferença no novo clube. Essa transferência prematura é mais um reflexo da falta de visão e planejamento estratégico da atual gestão.
Conclusão
Chega de amadorismo e descaso. O Grêmio precisa de uma gestão que valorize a torcida, respeite a história do clube e potencialize o talento de seus jogadores. Não podemos mais aceitar escolhas técnicas questionáveis, uma direção omissa e decisões que colocam em risco o futuro da equipe. É hora de uma mudança urgente e profunda, que resgate a grandeza do Tricolor dos Pampas. É isso, e ponto.
Paulo Vantuil Chagas
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